Não ao impeachment e sim às prévias abertas presidenciais progressistas para 2018

Colocar Michel Temer no lugar de Dilma não seria uma simples troca de presidente, mas uma troca de um governo progressista por um conservador, uma vez que Temer chegaria ao poder com os votos da parte mais conservadora do parlamento; mas se Dilma ficar até 2018, o que o progressismo tem a oferecer para o futuro próximo? Proponho prévias abertas (a todos @s eleitor@s) para a candidatura progressista a presidente em 2018

Previas

Como sair do atual impasse do progressismo brasileiro? Mas qual é esse impasse? É que tudo indica que a única pessoa que parece ter condições reais de vencer as eleições presidenciais de 2018 pelo progressismo é Lula. E é um mau sinal que o progressismo do país esteja tão dependente de uma pessoa. E se Lula não quiser ser candidato? E se Lula ficar doente? E se surgir qualquer coisa que o impeça de ser candidato? Esse é o impasse: o progressismo tem um pré–candidato fortíssimo, mas o fato de ser seu único pré-candidato claramente viável mostra a fragilidade do progressismo brasileiro. Como sair dessa fragilidade?

Para ter um candidato a presidente competitivo, que não precise necessariamente ser Lula (apesar de poder ser), o progressismo poderia fazer a democracia brasileira dar um salto de qualidade através da organização de prévias abertas em dois turnos para a escolha do candidato presidencial do progressismo para 2018. Neste caso, os partidos mais progressistas do país, como PT, PCdoB, PSOL, PDT, etc. organizariam uma eleição em todo o país em que tod@s @s eleitor@s (ou seja, tod@s @s brasileir@s com título eleitoral) pudessem participar, e cuj@ escolhid@ para a candidatura presidencial fosse apoiad@ por todos os partidos que participassem da prévia. Cada partido poderia apresentar um(a) ou mais candidat@s no primeiro turno, sendo que para o segundo passariam @s dois (ou duas) mais votad@s.

Poderíamos ter uma prévia em que concorreriam, por exemplo, Lula (PT), Jean Wyllys (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB), Ciro Gomes (PDT) e outr@s. Já há muitos países com esse tipo de mecanismo, como os EUA (onde o candidato do Partido Democrata é escolhido de uma forma semelhante), a França (onde o atual presidente, François Hollande, foi escolhido assim como candidato do Partido Socialista) e o Chile (onde as coalizões progressistas – antes a Concertación e agora a Nueva Mayoría – escolhem geralmente seus (ou suas) candidat@s presidenciais assim há várias eleições).

Claro que há uma série de dificuldades, inclusive legais, para implementar uma prévia assim. Por isso, para poder se realizar para as eleições de 2018, essa ideia teria que ser discutida desde agora no ambiente progressista, inclusive para que no caso de necessidade de adequação das leis eleitorais em relação às prévias, seja possível modificá-las a tempo. Essas prévias seriam uma forma de unificar o progressismo a partir da base, a partir do povo, a partir dos mecanismos democráticos. Uma prévia organizada pelo partidos progressistas seria um salto de qualidade política que ajudaria o Brasil a completar o processo iniciado em 2003 de passar de ser um país pobre a ser um país de classe média, por fortalecer e renovar o progressismo para que este possa ter mais condições de vencer as eleições presidenciais de 2018. Clique aqui para se tornar um colaborador financeiro do culturapolitica.info.