A democracia mundial vem em auxílio ao Brasil

O Brasil é importante demais para a democracia mundial para que esta o deixe naufragar, como aconteceu com a Ucrânia, o Egito e a Tailândia nos últimos anos; o conservadorismo da dupla Temer-Cunha terá que encarar o progressismo mundial se quiser arrastar o Brasil para o buraco novamente, como em 1964

Fonte: Nasa

Fonte: Nasa

O complexo de vira-lata está sendo derrotado, e o Brasil se ergue no cenário mundial como um símbolo da luta da democracia mundial para se firmar numa conjuntura global em que muitas importantes democracias caíram nos últimos anos, como a da Ucrânia, do Egito e da Tailândia, sendo estas duas ainda incipientes. O Brasil, com o quinto maior território do mundo, a quinta maior população, uma das maiores economias do planeta, uma potência diplomática, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, líder global importante nos acordos ambientais e de integração econômica, pede ajuda à democracia mundial, mostrando que este mundo é um só.

Está claro que as leis brasileiras estão sendo violadas pelo conservadorismo nacional, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, para promover uma eleição presidencial indireta disfarçada de impeachment, sem crime de responsabilidade, que é a única razão possível para se retirar legalmente um(a) presidente(a) do cargo no Brasil. O argumento das operações de crédito é claramente desproporcional, seletivo e uma desculpa para contrariar o voto de 54 milhões de pessoas que deram a vitória democrática a Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014.

O Senado brasileiro, que teve apenas 1/3 de renovação na onda conservadora da eleição de 2014, ainda pode manter a democracia brasileira no rumo de levar o Brasil ao desenvolvimento que teria alcançado se não tivesse ocorrido o golpe de 1964. Com maioria simples, o Senado pode manter a presidenta Dilma Rousseff no cargo, sem a ascensão do conservadorismo da dupla Temer-Cunha ao poder. Mesmo se não houver maioria simples para isso no Senado, será possível que Dilma volte à presidência após o julgamento que ocorrerá em até 6 meses no Senado, desde que essa posição seja defendida por mais de 1/3 dos(as) senadores(as). Assim, ainda há chances do Brasil resistir, em nome do progressismo e da democracia mundial. Clique aqui para se tornar um colaborador financeiro do culturapolitica.info.